Temendo a Manhã

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Não corras da manhã:
enquanto vivas,
ela te alcança,
com sua ameaça
ou sua promessa;
enquanto vivas,
a manhã te persegue,
com cabelos de luz
invadindo teu quarto,
por baixo da porta,
feito carta acesa,
gritos de criança
ou buzinas da pressa
que já te acordaram,
para sua ameaça
ou sua promessa.

“Temendo a Manhã”
ALBERTO DA CUNHA MELO
Autor da Editora Record.
No livro “O cão de olhos amarelos & outros poemas inéditos”, 2006

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