“Canto dos Emigrantes, de Alberto da Cunha Melo, por Ioram Melcer

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El Canto de los Inmigrantes

Con sus pájaros
o los recuerdos de sus pájaros,
con sus hijos
o los recuerdos de sus hijos,
con su pueblo
o los recuerdos de su pueblo,
todos emigran.

De una cuadra a otra
del tiempo,
de una playa a la otra,
del Atlántico,
de una sierra a otra
de las cordilleras,
todos emigran.

Al cuerpo de Berenice
o al corazón de Wall Street,
para el último templo
o para la primera dosis de tóxico,
para su fuero interior
o para todos, para siempre,
todos emigran.

Alberto da Cunha Melo e tradutores: Beatriz Brenner (inglês), Celina Portocarrero (francês), Katia de Abreu Chulata (italiano) e Ioram Melcer (hebraico e espanhol).

CANTO DOS EMIGRANTES

Com seus pássaros
ou a lembrança de seus pássaros,
com seus filhos
ou a lembrança de seus filhos,
com seu povo
ou a lembrança de seu povo,
todos emigram.

De uma quadra a outra
do tempo,
de uma praia a outra
do Atlântico,
de uma serra a outra
das cordilheiras,
todos emigram.

Para o corpo de Berenice
ou o coração de Wall Street,
para o último templo
ou a primeira dose de tóxico,
para dentro de si
ou para todos, para sempre
todos emigram.

ALBERTO DA CUNHA MELO

 

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