Alberto da Cunha Melo, para todos, para sempre

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Este ano de 2017 marca duas datas muito significativas para a biografia do poeta Alberto da Cunha Melo. A primeira, os seus 75 anos (8 de abril de 1942) se ainda vivo, a segunda, os dez anos de sua morte  (13 de outubro de 2007).

Em janeiro deste ano, foi inaugurada, dentro do projeto Circuito de Poesia, a estátua do poeta no Parque 13 de Maio, em frente à Biblioteca Pública Estadual. A escultura em concreto fora concebida, há mais de três anos, pelo arquiteto Demétrio Albuquerque e a maquete foi adquirida por Cláudia Cordeiro da Cunha Melo, viúva do poeta, inventariante e curadora de sua obra, passando a fazer parte de seu acervo de homenagens.

Motivada por esse acontecimento, especialmente pelo fato de a placa de inscrição da estátua trazer o poema “Canto dos Emigrantes”, Cláudia inaugurou um novo site

< http://www.albertocmelo.com.br/>, com cinco traduções desse poema pelos amigos e fãs do poeta: Beatriz Brenner (inglês), Celina Portocarrero (francês), Katia de Abreu Chulata (Italiano) e  Ioram Melcer (hebraico espanhol).

Ela reuniu, agora, um grupo de amigos e marcou um encontro junto à estátua do poeta para homenageá-lo, no sábado, dia 8 de abril, no Parque 13 de Maio, a partir das 15h. Destaque-se na programação, o ensaio fotográfico que fará Assis Lima, fotógrafo pernambucano que, em 2006, um ano antes da partida do poeta, fizera outro ensaio a pedido dele para o livro “Ficus Benajmin do Parque 13 de Maio”.

Ainda na programação haverá apresentações especiais da compositora e poeta Myriam Brindeiro, acompanhada do músico e também compositor Antonio Guedes, o Ballet Karine Barreto, composto por crianças de 6 a 11 anos, e  o poeta Valmir Jordão com seu parceiro Allan Sales. Outros amigos do poeta já se inscreveram para leitura de poemas, José Luiz de Almeida Melo, Aldo Ferreira Lins, do Sarau da Boa Vista, Auzeh Auzerina Freitas, entre outros.

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Alberto Cunha Melo foi sociólogo, jornalista e poeta.  Deixou publicados 16 livros de poesia. Após sua morte, foram publicados, em 2012, os livros Cantos de Contar e Orazione per il Poema, editado na Itália, com tradução de Katia de Abreu Chulata.. Recebeu o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras em 2007, pelo livro O cão de olhos amarelos e outros poemas inéditos. No segundo semestre deste ano, terá publicada a sua Poesia Completa, pela Editora Record.

Links para mais informações:
http://www.albertocmelo.com.br/

https://www.facebook.com/albertodacunhamelopoeta/

Serviço:

ALBERTO DA CUNHA MELO, PARA TODOS, PARA SEMPRE.

Data: 8 de abril de 2017
Hora: a partir das 15h
Local: Parque 13 de Maio, em frente à Biblioteca Pública Estadual, Recife, PE.

Programação:

  • ENSAIO FOTOGRÁFICO DE ASSIS LIMA
    APRESENTAÇÃO DO BALLET KARINE BARRETO
    APRESENTAÇÃO DA COMPOSITORA MYRIAM BRINDEIRO ACOMPANHADA POR ANTONIO GUEDES
    LEITURA DE POEMAS, POR VALMIR JORDÃO E ALAN SALES, JOSÉ LUIZ DE ALMEIDA MELO, ALDO FERREIRA LINS, AUZEH AURZERINA FREITAS E OUTROS AMIGOS
    SORTEIO DE LIVROS E DISTRIBUIÇÃO DE POEMAS IMPRESSOS

Alberto da Cunha Melo no Parque 13 de Maio. Foto de Assis Lima, 2006.

CANTO DOS EMIGRANTES

Com seus pássaros
ou a lembrança de seus pássaros,
com seus filhos
ou a lembrança de seus filhos,
com seu povo
ou a lembrança de seu povo,
todos emigram.

De uma quadra a outra
do tempo,
de uma praia a outra
do Atlântico,
de uma serra a outra
das cordilheiras,
todos emigram.

Para o corpo de Berenice
ou o coração de Wall Street,
para o último templo
ou a primeira dose de tóxico,
para dentro de si
ou para todos, para sempre
todos emigram.

ALBERTO DA CUNHA MELO

 

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