O escritor

Alberto da Cunha Melo (José ALBERTO Tavares DA CUNHA MELO) nasceu em Jaboatão, Pernambuco, em 1942. É neto (Alberto Tavares da Cunha Melo) e filho (Benedito Tavares da Cunha Melo) de poetas.

            Pertence à Geração 65 de poetas pernambucanos, que será homenageada pela IV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, a se realizar entre 4 a 12 de outubro deste ano de 2003.  Por iniciativa do poeta e crítico, César Leal, publicou os seus dois primeiros livros de poemas em separata da Revista Estudos Universitários, editada pela UFPE. As vanguardas então ditavam as regras às quais ele não se rendeu. Iniciou sua carreira poética utilizando o metro octossílabo, um dos mais raros na poesia de Língua Portuguesa (Círculo Cósmico – 1966, e Oração pelo Poema – 1969, Publicação do Corpo – Ed. Aquário, 1974, e Poemas Anteriores – Ed. Bagaço, 1989), a seguir elegeu o verso livre em quatro dos seus livros (Dez Poemas Políticos – Ed. Pirata, 1979, Noticiário – Ed. Pirata, 1979, Poemas a Mão Livre – Editora, 1981, Clau – 1992). Em Carne de Terceira – Ed. Bagaço, 1996, criou uma nova forma estrófica a que deu nome de “retranca”. A seguir, com a retranca volta ao metro octossilábico, em Yacala – EDUFRN, 1999, e no seu livro mais recente, Meditação Sob os Lajedos – EDUFRN, 2002. Trata-se de uma sistematização na utilização desse metro (379 poemas) da qual se desconhece a constância na produção literária da Língua Portuguesa. Mas não é somente o metro que dá à poesia do autor a transversalidade do novo, mas também o vocabulário enigmaticamente denso e claro, onde se insere a temática urbana do seu tempo. Uma “poesia-resistência” como a nomeou o professor e crítico Alfredo Bosi

            A 50 anos de publicação do seu primeiro livro, registra 16 livros editados, sendo 13 de poesia, mais de 1000 poemas. Além da participação em 25 antologias, duas delas de edição internacional – (NOR destinos. Coletânea do Nordeste Brasileiro. Lisboa: Editorial Fragmentos, 1994, p. 18-19. Poésie du Brésil. Paris: Vericuetos, 1997, p. 34-37, edição bilíngue, português – francês) e três de edição com distribuição nacional (Os cem melhores poetas brasileiros do século XX. São Paulo: Geração Editorial, 2001, p. 195-196, organizada por José Nêumanne Pinto. 100 Anos de Poesia. Um panorama da poesia brasileira no século XX. Rio, O Verso, 2001, v. II, p. 70-71, organizada por Claufe Rodrigues e Alexandra Maia. O Clarim e a Oração. Cem Anos de Os Sertões. São Paulo: Geração Editorial, 2002, p. 129-134, organizada por Rinaldo de Fernandes).

Sobre Alberto da Cunha Melo, encontram-se verbetes com o seu nome no Dicionário Biobibliográfico de Poetas Pernambucanos (CEPE/FUNDARPE, 1993, Recife – PE), na Enciclopédia VERBO das Literaturas de Língua Portuguesa. (Editora Verbo, 1999. Lisboa/São Paulo) e na Enciclopédia de Literatura Brasileira (Global Editora, 2001, São Paulo).

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